Publicado Online: 28 de julho de 2020

Repercussões pulmonares da pancreatite aguda: estado da arte

Yan Cesar-Moreira, Daniela Gomes de Araujo, Maria Eduarda Monteiro Silva, Marcel Vasconcellos

RESUMO Na última década, a incidência de pancreatite aguda em humanos aumentou 20% no Reino Unido, e seu impacto econômico nos Estados Unidos superou USD 2.6 bilhões ao ano. A progressão para a forma severa está associada com a ativação de mediadores e cascatas inflamatórias, que levam ao desenvolvimento da síndrome da resposta inflamatória sistêmica e consequentemente à disfunção de múltiplos órgãos, onde os pulmões são os mais afetados. A lesão pulmonar aguda e a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) são as disfunções respiratórias mais frequentemente associadas com a pancreatite aguda. Cães e gatos com SDRA apresentam índices de mortalidade acima de 90% e em humanos, a síndrome é responsável por 60% dos óbitos. O estudo teve por objetivo revisar a fisiopatologia da doença tendo em vista a necessidade do desenvolvimento de estratégias terapêuticas. Para tanto, efetuou-se uma análise das publicações indexadas na base de dados do PubMed® nos últimos 20 anos. A busca resultou em 51 artigos que apresentaram correlação com o tema. Concluiu-se que a elevada taxa de morbimortalidade em pacientes humanos e animais acometidos por complicações pulmonares secundárias à pancreatite aguda, reiteram a importância de se realizar ensaios clínicos e estudos experimentais que ampliem o conhecimento acerca de sua fisiopatologia ainda não inteiramente elucidada.

PALAVRAS-CHAVE: fisiopatologia, pancreatite aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo

         https://doi.org/10.29327/multi.2020016 (registrando DOI)

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