Publicado Online: 11 de julho de 2020

Ciclo do nitrogênio em ambientes dulcícolas e as interferências antrópicas

Yuri das Neves Guimarães, Nayra de Lima Ferreira, Gabriela Brito de Souza,  Larissa Lopes Barroso, Stephanie Garcia da Silva,

Edmir dos Santos Jesus, Antônio Pereira Júnior

RESUMO A correlação entre o ciclo do nitrogênio no meio aquático dulcícola deve ser analisada e monitorada, porque ele interage com o ecossistema de maneira direta e indireta e podem ser alteradas com despejo de esgotos domésticos e excesso de matéria orgânica. Este trabalho teve como objetivo demonstrar a relação existente entre o ciclo do nitrogênio e as consequências da saturação desse componente em ambientes aquáticos dulcícolas, além de evidenciar a associação com bioindicadores como aguapés (Eichhornia sp), alface d´água (Pistia sp) e orelha-de-onça (Salvinia sp) com este elemento químico. O método utilizado foi o exploratório e dedutivo com aplicação de três etapas (levantamento de estudos acerca do tema, cronologia das literaturas e tratamento estatístico dos dados) descritas no método Simple Multi-Attribute Rating Technique using Exploiting Rankings (SMARTER). Os dados obtidos e analisados indicaram que a acumulação biológica causada pelo excesso de nitrogênio biodisponível em ambientes aquáticos, pela inserção de efluentes industriais e domésticos, e isso contribui para a floração ou bloom de cianobactérias, além de microrganismos decompositores como as bactérias dos gêneros Nitrossomonas spp, Nitrosococcus spp e Nitrospira spp. Então, o excesso ou a baixa concentração desse elemento químico afeta diretamente os organismos vivos (fitoplânctons). Logo, aquelas ações humanas intervêm negativamente em tais ambientes, entretanto estes efeitos são amenizados pela presença do aguapé, alface d´água e orelha-de-onça determinam a absorção da quantidade excedente de nitrogênio, bem como indicam o estado de conservação do ecossistema aquático dulcícola, porém, recomenda-se o controle dessas populações para que não ocorra degradação da qualidade da água.

PALAVRAS-CHAVE: acumulação biológica, água doce, bioindicadores

         https://doi.org/10.29327/multi.2020015 (registrando DOI)

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