MALQUE Publishing

©2018-2019 by MALQUE Publishing

Publicado Online: 17 de abril de 2018

CrossMark_faixa.png

Aspectos da termorregulação de caprinos em ambientes quentes

Juliana Jéssica Ferreira Coelho Silva e Leonardo Lelis de Macedo Costa

RESUMO No decorrer dos anos a caprinocultura vem demonstrando seu potencial sócio econômico que compreende a todas as suas cadeias de produção, apresentando resultados favoráveis a um rendimento positivo na economia. Os caprinos são classificados como homeotérmicos, onde apresentam mecanismos fisiológicos com o propósito de manter constante sua temperatura corporal entre uma determinada faixa de temperatura ambiente, intitulada zona de termoneutralidade. Neste contexto, esta revisão de literatura visa abordar os aspectos da termorregulação de caprinos quando submetidos a ambientes quentes. Comumente em um ambiente tropical, a temperatura do ar geralmente se aproxima ou ultrapassa a temperatura corporal dos animais, dessa maneira os mecanismos sensíveis de perda de calor tornam-se ineficazes. Nestas condições térmicas adversas os mecanismos evaporativos de termólise são mais eficazes, tornando-os essenciais para que ocorra a regulação térmica por não depender do diferencial de temperatura entre o organismo e a atmosfera. Esta térmolise evaporativa pode ocorrer na superfície corporal e no trato respiratório, mas a evaporação cutânea corresponde a maior parcela de calor dissipado. A evaporação cutânea se torna ainda mais importante se caprinos forem expostos a radiação solar direta, correspondendo a mais que o triplo do valor para caprinos à sombra. Sendo assim, o conhecimento de quais mecanismos termorregulatórios podem ser usados por caprinos e como eles funcionam em ambientes quentes é de fundamental importância para o planejamento de um sistema de produção eficiente, além de fornecer subsídios para uma correta tomada de decisão em possíveis variações bruscas que possam ocorrer no micro ou macroclima em que os animais estão sendo criados.

 

PALAVRAS-CHAVE: biometeorologia; evaporação cutânea; pequenos ruminantes; respostas fisiológicas; semiárido

         https://doi.org/10.29327/multi.2018003

1200px-DOI_logo.svg.png